Proteção Integral da Infância nas Redes Sociais - Aferição de Idade como Garantia do Melhor Interesse das Crianças em Ambientes Online - 1ª Ed - 2026
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Sprache:Portugiesisch
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Produktdetails
Format
ePUB 3
Kopierschutz
Ja
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Ja
Text-to-Speech
Ja
Erscheinungsdatum
20.08.2026
Verlag
Editora FocoSeitenzahl
224 (Printausgabe)
Dateigröße
2568 KB
Auflage
1. Auflage
Sprache
Portugiesisch
EAN
9788582426364
prévia indispensável para assegurar a proteção integral das crianças nas redes sociais restritas, em linha com o princípio constitucional do melhor interesse da criança. O livro analisa como redes sociais concebidas para conectar pessoas se
tornaram ambientes de alto risco para crianças, expondo-as a conteúdos nocivos,
contatos perigosos, condutas inadequadas e consumo abusivo, em um contexto em
que o "bilhete de entrada" ainda é, em regra, apenas a autodeclaração de idade. A partir da teoria do Direito Civil-Constitucional, o autor sustenta que, sem aferição de idade confiável, instrumentos jurídicos como o consentimento parental e as salvaguardas do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente não conseguem operar de forma efetiva.
A pesquisa se organiza em três capítulos articulados: primeiro, descreve os
riscos de conteúdo, contato, conduta e consumo decorrentes da economia da atenção infantil e da arquitetura algorítmica das plataformas; segundo, critica a insuficiência
da autorregulação e do modelo centrado em consentimento parental para garantir a proteção integral; terceiro, propõe a aferição de idade como instrumento técnico- jurídico necessário, analisando experiências na Austrália, Reino Unido e União Europeia e reinterpretando a Lei 15.211/2025 e a Lei Geral de Proteção de Dados à luz da Constituição. O trabalho parte da premissa de que a proteção integral da criança exige ir "além do consentimento parental", impondo às plataformas o dever de implementar mecanismos de aferição etária antes do cadastro em redes sociais com
restrição de idade.
O autor separa metodologicamente a proteção de crianças (até 12 anos
incompletos) da de adolescentes, destacando vulnerabilidades específicas das primeiras e propõe um modelo descentralizado de aferição baseado em prova de conhecimento zero e dupla anonimização, compatível com o ecossistema Gov.br e
atento à diversidade socioeconômica brasileira.
Ao final, a obra conclui que devolver o "bilhete" da simples autodeclaração de
idade é imperativo: não para resolver todos os problemas estruturais das redes sociais, mas para impedir que o público mais vulnerável suporte o custo da arquitetura atual de engajamento, perfilamento e exploração de dados comportamentais.
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