O massacre de Gaza relatos de uma catástrofe
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Sprache:Portugiesisch
12,99 €
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Produktdetails
Format
ePUB 3
Kopierschutz
Ja
Family Sharing
Ja
Text-to-Speech
Ja
Erscheinungsdatum
25.05.2026
Verlag
Editora ElefanteSeitenzahl
382 (Printausgabe)
Dateigröße
6263 KB
Auflage
1. Auflage
Übersetzt von
Rafael Domingos Oliveira
Sprache
Portugiesisch
EAN
9786560081253
Em 7 de outubro de 2023, a mídia israelense deixou de fazer jornalismo e passou a ser um agente das emoções nacionalistas e militantes, agitando e incitando, como se fosse um ministério da propaganda, uma agência de relações públicas do exército, responsável por elevar a moral de uma população em guerra. Não é nem a abordagem do passado, ao estilo "silêncio, está acontecendo um tiroteio", mas sim "está acontecendo um tiroteio, precisamos esconder toda a verdade". A imprensa israelense vestiu uniforme militar, prestou continência ao exército e entrou na linha. [...] Os meios de comunicação de Israel agem dessa maneira há anos. Eles ocultam a ocupação e abafam seus crimes. Ninguém os obriga a tanto; é feito voluntariamente, a partir do entendimento de que é o que seus consumidores querem ouvir. Para a mídia comercial, essa é a principal e mais importante consideração. Dessa forma, os meios de comunicação de Israel se tornaram o agente mais importante na desumanização dos palestinos, sem necessidade de censura ou direcionamento governamental. [...] Vale mencionar o que é Gaza: um abrigo para aqueles que foram repetidamente oprimidos por Israel, de 1948 até os dias de hoje. Arrancados de suas terras e refugiados uma, duas, três vezes, e hoje refugiados mais uma vez. A mesma política e a mesma moralidade que levaram à expulsão de suas aldeias em 1948 agora os forçam a deixar suas casas rumo ao exílio pela segunda ou terceira vez. Ao longo de toda a costa, de Yafa até a Cidade de Gaza, não resta uma única aldeia ou cidade palestina intacta. Todas foram apagadas da terra, e são os descendentes de seus moradores que formam a atual onda de refugiados, que tiveram que se amontoar em tendas ou ruínas de edifícios, em hospitais ou até cemitérios, assim como seus pais fizeram em 1948.
- Gideon Levy, na Introdução
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